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RAP

Notícias e novidades sobre o RAP Brasileiro.

Tu também tem o dom de me emocionar, Projota!

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O Projota foi um dos primeiros rappers que eu realmente curti depois que comecei a entender melhor o rap brasileiro. O que ele, Rashid e Emicida fizeram foi um verdadeiro divisor de águas, não só na minha vida, como na do próprio rap nacional. Óbvio que não foram só os três, mas toda uma geração que conseguiu, principalmente, utilizar muito bem as novas tecnologias pra espalhar o seu som. O show do Projota foi, inclusive, um dos primeiros que frequentei; ele foi o primeiro de uma série de shows de rap que rolou entre 2010-12 aqui na região. Aliás, show de rap no interior de Santa Catarina nunca foi algo normal; aquele foi um momento diferenciado. É bem verdade que (…)

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5 dicas pra melhorar a divulgação dos seus raps na Internet

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Quando a ideia por trás do Vai Ser Rimando era publicar as notícias do hip hop e, consequentemente, os lançamentos do rap brasileiro, o que eu mais via eram trampos postados no Soundcloud ou Youtube com descrições incompletas ou sem descrição alguma. Tinha vez que até chegava e-mail pra divulgação apenas com o link. E o pior é que sempre rolava uma cobrança, direta ou indiretamente; MCs que cobram de outras pessoas o cuidado com a arte deles que eles mesmos nunca tiveram. Se a mídia do hip hop brasileiro, que é um punhado de gente amadora (que faz o que faz quase que somente por amor), falha ao divulgar o trampo de outra pessoa, o que dizer então do próprio (…)

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Rashid definitivamente faz justiça ao seu nome

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Cansado de dar munição fácil aos seus adversários nas batalhas de MC e da pouca representatividade da alcunha, Michel resolveu investir em sua carreira de rapper com outro nome. Afinal, além do inseto insignificante, “Moska” também podia facilmente ser usado para referenciar o verbo “moscar” (vacilar). Influenciado pelos amigos, que diziam que ele parecia ser descendente de árabes, Michel procurou algumas palavras na língua local e, entre tantas possibilidades, escolheu “Rashid”. “Rashid” significa algo como “aquele que é guiado corretamente” ou “guiado pela fé verdadeira”, mas, de forma mais simples, “o justo”. Caiu como uma luva. O rapper, que alcançou uma carreira bastante sólida sem se envolver em polêmicas, aproveitou o momento da cena para lançar “A primeira diss”. Entretanto, em vez (…)

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As contradições do Nocivo Shomon são as nossas também

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Nocivo Shomon sempre foi um nome que veio acompanhado de muita polêmica. Nem todos os seus trabalhos foram polêmicos, mas desde “A rua é quem” e “Retaliação” se tornou quase impossível citá-lo sem mencionar os intermináveis questionamentos ao Emicida ou a discórdia com o DJ Caique ou até mesmo aquela tretinha com o AXL. Nocivo já tinha lançado um CD inteiro antes de qualquer uma dessas tretas, antes mesmo do Emicida aparecer com “Triunfo”. Muitos dos seus fãs e/ou pessoas próximas a ele, aliás, foram contra novas linhas sobre o assunto. Mas, é inegável que todas essas diss e as tantas outras que vieram depois fizeram um bem tremendo pra popularidade do rapper. Por isso, quando, na sua treta mais recente, intitulada (…)

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Desculpe o transtorno, preciso falar do Amiri

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Lembro até hoje quando mataram o David e o Amiri se vingou. Tomou a cena com humor, flow, conteúdo e muita técnica nas rimas. “Êta Porra!” não era só uma boa novidade do rap, mas era de uma originalidade que eu arriscaria dizer que o rap precisava. Lembro que descobri o single através de um tweet do Kamau. Depois, o EP chegou!; isso era 2012. Escuto até hoje sem problema algum, sempre tem uma linha que cê pode escutar de uma forma diferente, as skits, o auto-depreciamento, é um bagulho bem raro de se ouvir com essa qualidade. Amiri tinha tudo para se tornar um dos grandes destaques; ser colocado entre os melhores, principalmente pela técnica apurada em seus versos. (…)

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Quem ganha mais com as diss: a mídia, o público ou os rappers?

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Uma diss, abreviação de “disrespect”, pode ser abrangente como uma linha ou específica como uma música inteira. Eu não gosto de taxar qualquer zoação como “diss”, ainda mais depois de terem banalizado a expressão, mas como só sente quem sofre, o desrespeito pode estar mesmo em qualquer zoação. De qualquer jeito, as diss são tão antigas no hip hop como o próprio hip hop, provavelmente. E podem ser tão grandes como a rixa Tupac x BIG. No Brasil, ainda não rolou nada assim e com tão devastas consequências, mas Marechal e Cabal, MV Bill e Pregador Luo, Nocivo e Emicida, Zap-san e Projota, Costa Gold e Terceira Safra são algumas que lembro. A mais recente é toda treta originada a partir da “Sulicídio”, (…)

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Emicida e LAB no SPFW, o outro lado da representatividade

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Até conhecer o trampo do Emicida, eu acreditava que pra você gravar um disco ou até mesmo uma música, você precisava do aval de alguém lá de cima, do investimento de uma gravadora. Ali pra 2009/2010, com a consolidação do rapper, com a chegada da “Emicídio”, comecei a me meter mais nessa parada de hip hop. Emicida era o cara no topo do jogo que mostrava pra todo mundo que cê não precisava esperar por qualquer um pra fazer o corre, que um trampo bem feito falaria mais por você. Inclusive, ele até rimou isso naquela “em vez de reclamar que eu não toco no Espaço Rap, eu fui trabalhar e arrumei espaço pro meu rap” (verso que inspirou um texto (…)

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Mano Brown e Racionais tão mais comerciais. Cadê o problema?

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O tão aguardado álbum solo do Mano Brown ainda não saiu, mas, depois daquele “vazamento”, finalmente pudemos dar uma espiada oficial no que tá pra chegar. O rapper lançou a música “Amor distante” e logo de cara já chegou um clipe pra ela também. O trampo já seria intensamente comentado naturalmente, afinal, não é todo dia que o líder do maior grupo de rap do Brasil lança seu primeiro CD solo. No entanto, esse terá um motivo a mais pra cair na boca do povo: Brown promete focar nas músicas românticas. E “Amor distante” chegou pra confirmar isso. Tudo bem que o rapper aparece ainda fazendo as caras como se tivesse cantando “não confio na polícia, raça do caralho”, mas (…)

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5 motivos pra considerar “Sabotage” o disco mais importante da década

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Nas redes sociais, o Vai Ser Rimando se tornou até que bem conhecido por fazer brincadeiras com discos que estão sendo anunciados há muito tempo, mas ainda não saíram, como (e quase exclusivamente) o VVAR, do Marechal. A tiração é muito mais uma questão de espera ansiosa pelo trabalho do que uma reclamação. Afinal, o lançamento de um CD é algo bastante crucial para o arista, muitas vezes um divisor de águas em sua carreira. É claro que o tempo de produção não é diretamente proporcional à qualidade com que o disco será lançado, mas é muito mais provável que um maior tempo resulte em algo mais bem feito do que um produzido apressadamente. “Sabotage” é o exemplo perfeito de como a espera, (…)

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À la Marechal, Lin-Manuel Miranda se torna um dos destaques do rap, sem lançar CD

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O que você espera do seu artista favorito? Se ele for um pintor, provavelmente que ele exponha novas pinturas, apresente alguns desenhos ou pelo menos uns rascunhos; se for escritor, novos livros, publicações em um blog ou uns textões de Facebook, é o mínimo. Mas, e se for um rapper? Não, esta não é a segunda parte da “O que realmente queremos dos rappers?“. Bom, se seu artista favorito for um rapper, você provavelmente quer que ele faça mais e mais rap; você provavelmente gostaria de escutar um som novo por semana, certo? Se for assim, eu diria pra você escolher com cuidado. Assim como outras artes, o rap permite que artistas ganhem reconhecimento e respeito mesmo sem lançar muitos (…)

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Por que o site se chama “Vai Ser Rimando”?

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Nesta terça-feira, 27 de setembro de 2016, o Vai Ser Rimando completa exatos 6 anos. Acredito que teremos muita coisa foda pela frente ainda e talvez fosse a melhor hora pra projetar isso, mas como nunca falei assim abertamente da história do site, acho que essa também é uma boa oportunidade. É bem verdade que recentemente listei os 12 discos que marcaram a minha vida e, consequentemente, a do site também e os mais curiosos já tão ligados que tem uma seção “a quem possa interessar” com alguns detalhes. Mas, existe uma questão em especial que queria tratar, até pra acabar de uma vez por todas com mal entendidos: o porquê do nome “Vai Ser Rimando”. No começo, quando eu (…)

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A mídia do rap brasileiro ou (Por que você deveria ir trabalhar e arrumar espaço pro seu rap)

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O Vai Ser Rimando completa 6 anos na próxima terça-feira. É bem louco isso porque ao mesmo tempo que lembro tudo que aconteceu na minha vida durante esse tempo, parece também que foi ontem que coloquei o site no ar. O próprio site mesmo passou por várias mudanças. Começou, em 2010, como um blog pra eu colocar umas rimas e publicações mais opinativas sobre a cena; tornou-se um portal de notícias do hip hop; e hoje, depois dos caminhos se confundirem, resolvi voltar ao começo: um espaço para falar desse movimento e dos mais variados temas conectados a ele. Como cês podem perceber, o Vai Ser Rimando sempre foi algo pessoal. Mesmo na fase que era um portal de notícias, ele foi (…)

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Kamau e Carlus Avonts, Resistência

O verso do Kamau em “Resistência” é tudo que cê precisa pra entender o rap feito neste século

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Eu enganei os leitores deste site e preciso me redimir; minha consciência tem pesado muito nos últimos dias. Antes de mais nada, gostaria de ressaltar que foi sem querer, não era minha intenção. Eu acabei me perdendo em meio a tantas linhas, explicações e motivos pra falar disso ou daquilo. Há quase dois anos, publiquei por aqui uma lista de 7 músicas que iriam te ajudar a entender a atual cena do rap brasileiro. Perdoem-me enrolá-los. Todas as músicas que citei são boas e, de fato, se adequam ao objetivo da criação da lista, mas, de verdade mesmo, cê só precisava conhecer bem uma delas: “Resistência”, do Kamau. A música foi lançada, originalmente, no CD “Non Ducor Duco”, de 2008, com (…)

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Capa da Coletânea Racionais MC's 1994

Os 12 discos de rap que marcaram a minha vida

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O Hip Hop não salvou a minha vida, como a de tantos outros por aí. Muito menos o rap. Pelo menos, não da maneira que eu poderia considerar um salvamento. Eu gosto de dizer que a cultura de rua me deu um belo motivo pelo qual viver, pelo qual acordar todo dia e por muito tempo respirei isso. Ainda respiro, como oxigênio, mas em doses normais. Sempre que vejo qualquer lista de discos de outros fãs de rap, vejo vários clássicos; alguns até que eu nunca tinha ouvido falar. A minha lista não é assim. Por algum motivo, os clássicos, aqueles que praticamente todos reconhecem como clássicos, não me marcaram tanto assim. Bom, vocês já sabem: eu não tava lá! (…)

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Como um sulista fã de rap deveria reagir à música “Sulicídio”

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Mano, eu to puto. Já vou logo falando que isso me deixou nada feliz. Como que os caras têm coragem de investir um tempo da vida pra escrever um trampo; investir outro pra entrar num estúdio, na tranquila, gravar esse trampo; investir mais uma cota nas produções. Botar as cabeças juntas pra pensar num nome, escolher “Sulicídio”, na febre, e não mencionar nem um rapper da região Sul. NEM UNZINHO SEQUER. Tudo bem, tudo bem, pra quem é do Nordeste, tudo abaixo é sul, mas fala da gente, chapa. Não importa se é diss ou como queiram chamar, já tá batendo os 500 mil views, só se fala disso, custava mencionar um Rafuagi, um Manifesto, um Cabes que fosse. Vamu (…)

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Eu não tava lá, mas e daí?

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A parceria entre Marechal e Costa Gold, que trouxe o Luccas Carlos no dab, deu novas forças a uma grande questão do rap brasileiro: saber quem tava lá. A questão é antiga, mas por se tratar de um estilo musical que preza tanto por suas raízes, não é muito raro vê-la pipocar aqui e ali. Mano Brown, na “Negro drama”, já questionava onde esses que falam da sua grana tavam “na época dos barraco de pau lá na pedreira”; o Emicida e o Kamau têm uma faixa toda rimando sobre “De onde cê vem?”; duas, se cê considerar que a “Komwé” traz versos como “nunca vi no rolê, no metrô, no busão, na função, no perrê” ou “pra opinar nas ação (…)

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