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Conhecimento

Uma parte de todo conhecimento necessário a qualquer membro da cultura Hip Hop.

O preconceito contra (ex-)presidiários também mata inocentes

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A esperança com a chegada de 2017, que, embora seja praticamente apenas uma mudança nos números do calendário, trazia uma luz, de acordo com boa parte da população, após um catastrófico 2016, parece não ter se concretizado. O ano mal começou e já tivemos um massacre com 56 mortos, em um presídio de Manaus. Talvez você nem tenha ouvido falar sobre o assunto ou tenha visto apenas de relance, pois houve pouca comoção nacionalmente. Afinal, entre os mortos estavam apenas detentos, uma disputa de facções. E para um país em que mais da metade da população (57%) acredita que “bandido bom é bandido morto”, isso não é surpresa. Muito menos quando o Secretário da Juventude desse mesmo país defende tais (…)

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13th: de escravo a criminoso com apenas uma emenda

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O Estados Unidos aboliu a escravidão oficialmente em 1863, de acordo com os livros de história. Em 1º de janeiro daquele ano, o então presidente Abraham Lincoln assinou o Ato de Emancipação, que tinha como ponto central a libertação de cerca de 4 milhões de escravos negros. Em meio a várias burocracias, foi só em dezembro de 1865, com a aprovação da 13ª emenda no Congresso, que o país realmente proibiu a escravidão. É bem verdade que a situação do negro nos Estados Unidos era bastante problemática até pouco tempo atrás, com as lutas pelos Direitos Civis, com Martin Luther King Jr., Malcolm X, entre outros. Se o racismo continua até hoje, a escravidão, no papel, continua proibida. A XIII (…)

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“Luke Cage”: a coisa finalmente tá preta de verdade

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Já faz um tempo que descobri em mim uma paixão pelas palavras que vai além da vontade de escrever. Gosto de ver como elas são escritas, como são utilizadas, seus significados e suas origens. E isso vale pra expressões também. Cê já parou pra pensar na origem de “vale a pena” ou “guardado a sete chaves”? Grande parte desse apreço pelas letras vem da já mencionada vontade de escrever e da curiosidade inerente. Mas, uma parte considerável se encontra na tentativa de abolir do vocabulário alguns preconceitos, como os xingamentos machistas, tão facilmente usados no dia a dia, e as expressões racistas. “A coisa tá preta” é uma que sempre me incomoda. Ela não é tão “criminosa” quanto “tinha que (…)

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A maior revolução de Malcolm X foi a de si mesmo

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Malcolm X é um dos maiores nomes da luta dos negros pelo direito de igualdade nos Estados Unidos. Provavelmente, o segundo maior, logo atrás do Dr. Martin Luther King Jr. Aliás, os dois são quase sempre lembrados juntos não só por terem vivido na mesma época, mas por suas diferentes abordagens: este prezava pelo protesto pacífico, enquanto aquele não tinha problema algum em mostrar sua agressividade. Entretanto, Malcolm não era, de maneira alguma, uma pessoa violenta. O seu discurso inflamado e agressivo era oriundo de uma história violenta; era quase como auto-defesa. Seu pai havia sido morto por supremacistas brancos ainda quando ele era criança. Cresceu em meio à criminalidade e participou dela em alguns momentos, até ser preso. E (…)

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Emicida e LAB no SPFW, o outro lado da representatividade

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Até conhecer o trampo do Emicida, eu acreditava que pra você gravar um disco ou até mesmo uma música, você precisava do aval de alguém lá de cima, do investimento de uma gravadora. Ali pra 2009/2010, com a consolidação do rapper, com a chegada da “Emicídio”, comecei a me meter mais nessa parada de hip hop. Emicida era o cara no topo do jogo que mostrava pra todo mundo que cê não precisava esperar por qualquer um pra fazer o corre, que um trampo bem feito falaria mais por você. Inclusive, ele até rimou isso naquela “em vez de reclamar que eu não toco no Espaço Rap, eu fui trabalhar e arrumei espaço pro meu rap” (verso que inspirou um texto (…)

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A raiz e o mainstream do hip hop se encontram em “The Get Down”

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O hip hop morreu? O rap evoluiu? E a relação com a mídia? Nova ou velha escola? Cê pode fazer um documentário inteiro com essas perguntas se cê deixar rappers responderem ou soltar em qualquer roda de fãs de 20 anos pra cá e ver as pessoas se matarem. Não duvide, elas vão tentar. Principalmente se cê tiver coragem de soltar essa última. Mesmo que hoje MCs lancem música nova quase que uma vez por semana, é raro cê ver uma parceria entre esses dois grupos, essas duas “escolas”. E, quando acontece, geralmente são da mesma produtora ou algo assim. Não dá pra entender qual a dificuldade, mas ela existe. E isso acaba refletindo nos fãs, que tomam um lado e aí (…)

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Rapper em sombra

O embranquecimento do rap nacional

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O rap nacional, desde seu inicio no final dos anos 1980, esteve ligado ao momento político e econômico em que se apresentara, assim como qualquer movimento artístico. Dos anos 80 para cá, a economia e política sofreram diversas mudanças e isso refletiu diretamente nas construções líricas, instrumentais e filosóficas dos mc’s que, tendem a se reinventar de acordo com os cenários atuais pensando também como empresa. Diversas fases políticas marcaram o rap, mas neste artigo destaco quatro importantes acontecimentos que modificaram o cenário do hip hop e se transformaram em verdadeiros divisores de águas.

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Só tem dois tipos de rap, dois, digo: o bom e o ruim

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Acho que chegou a hora de colocarmos um ponto final numa das maiores discussões do RAP brasileiro. E não sou nem eu quem está sugerindo isso, é o próprio RAP através de entrevistas com mais de 40 de seus integrantes, no documentário “O rap pelo rap”. Quando mais de uma dúzia dessas pessoas responde a pergunta “O que é o rap pra você?” de inúmeras formas diferentes, não precisa ser um gênio pra pegar a dica: não há uma definição para o RAP, não existe uma cartilha. Deu de perpetuar aquela ideia de que isso ou aquilo não é RAP; não existe uma regra geral e não existe juiz algum também. Ou aquelas de que esse rapper faz esse tipo (…)

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TRIUNFO: quando a história de um homem se confunde com a de um movimento

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Passei o ano de 2014 inteiro acompanhando o documentário “Triunfo” se encher de prêmios nos festivais pelo Brasil. Só ouvia coisas boas do filme e a expectativa pra assistir só aumentava. Ontem (13), finalmente ficou acessível; o Canal Brasil passou pela primeira vez em sua grade (passará novamente no domingo, dia 19, às 18h). O trampo é tudo aquilo que se fala dele. Uma vasta quantidade de entrevistas com pessoas próximas ao Nelson Triunfo e pessoas respeitadas no cenário nacional, da dança ao RAP (aliás, com uma trilha sonora original arretada do Inquérito e adições de Criolo e Ogi também, entre outros). Boa edição, ótima sacada de colocar o Thaide narrando como locutor de rádio e as pessoas recebendo as informações (…)

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10 coisas que não fazem sentido na cypher pelo impeachment da Dilma

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Desde pequeno, escuto a expressão “opinião é que nem cu, cada um tem a sua”. Eu sei que pode parecer uma expressão pesada demais para uma criança, mas sempre a carreguei comigo e a cada dia vejo mais sabedoria nela. Especialmente por causa de uma outra expressão muito corriqueira no meu crescimento: “futebol, política e religião não se discute”. Se a pessoa que costuma defender a segunda expressão fosse mais adepta à primeira, provavelmente não concordaria com ela. É por não entender que cada um tem sua opinião e que esta merece ser respeitada que a maioria das pessoas propaga que “futebol, política e religião não se discute”. Afinal, tentam impor sua opinião sobre esses assuntos extremamente emocionais a qualquer custo e (…)

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“Eu preferiria trabalhar com os diretores do momento, mas eles não fazem muitos filmes com negros”

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Chris Rock é um dos nomes mais respeitados da comédia mundial. Conhecido no Brasil principalmente pela série “Todo mundo odeia o Chris”, que retrata sua adolescência, o comediante tem já uma longa e otimamente recebida carreira no Stand-Up e uma nem tanto como ator e diretor. Convenhamos, poucos negros têm. Entretanto, ele não desiste. No último ano, lançou talvez o seu melhor filme, “Top Five”, que não tem nem título em português, muito menos previsão pra estrear por aqui; ele dirige, escreve e atua no longa. “Eu preferiria trabalhar com Wes Anderson, mas não sou parecido com Owen Wilson. Eu adoraria trabalhar com Alexander Payne e Richard Linklater. Mas, na verdade, eles não fazem muitos filmes com negros. Então, você tem que (…)

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Mano Brown pagou pelos seus erros (até demais); mas, e os policiais?

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Quando você se envolve mais profundamente com o RAP, acompanhando o dia a dia, você passa a ser mais cético em relação à atitude dos rappers. Você não necessariamente deixa de ser fã, mas você definitivamente não fica os defendendo a torto e a direito. Definitivamente, não. Mesmo quando o nome envolvido é o do Mano Brown, um dos mais respeitados do RAP Brasileiro; só não é fã do Racionais quem tem treta pessoal com os caras. Fui dar uma olhada no que saiu sobre a sua detenção na última segunda (6) e o que me deixou mais espantado é que não se fala nada sobre a necessidade de investigação da ação policial. Noticia-se que ele tentou furar a blitz; que ele (…)

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A tática de Hitler que ajudou a passar a redução da maioridade penal

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31 de março de 2015, exatos 51 anos depois da marcha que culminaria no Golpe Militar no dia seguinte, o Brasil inicia sua caminhada efetiva para mais um erro histórico. Com 42 votos a favor e 17 contra, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara considerou constitucional o projeto que reduz a maioridade de 18 para 16 anos. Embora a votação tenha sido realizada no último dia 31, ela foi ganha há muito tempo; mais especificamente em abril de 2013, quando o jovem Victor Hugo Deppman (19) foi assassinado  por um adolescente três dias antes deste completar 18 anos. É verdade que as discussões sobre a maioridade penal são bem mais antigas, mas as vimos naquele mês tomar proporções assombrosas, proporções decisivas. Se o debate (…)

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A rua sabe: professor leva ensino grátis e livre a lugares públicos

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É difícil encontrar alguém no Brasil que esteja satisfeito com a maneira que a educação é conduzida por aqui. Quando, por um milagre, uma instituição de ensino apresenta estrutura e professores qualificados, ela ainda bate nos preconceitos e burocracias que regem a docência. As coisas só não estão ainda piores porque existem organizações não-governamentais atuando nas inúmeras brechas do governo na tentativa de amenizar os prejuízos. Organizações estas formadas por pessoas muito parecidas com o Diego Macedo. Defensor da ideia de que a educação deve ser livre e não presa a instituições, ele resolveu aproveitar seus conhecimentos em filosofia e psicologia pra levar ensino gratuito às pessoas, de todos os jeitos, em todas as partes. Uma verdadeira “Escola de rua”. Diego pode ser visto com (…)

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Abaixe as armas, assaltante não é guerrilheiro (e vice-versa)!

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Durante as manifestações de junho de 2013, eu era uma das milhões de pessoas nas ruas do Brasil. Fui em uma ocasião, aqui na minha cidade, junto com umas 25 mil pessoas. Foi uma das experiências mais decepcionantes da minha vida. Quem admira as histórias de Marighella, Martin Luther King Jr., Malcolm X, Nelson Mandela e afins, atrela quase que instantaneamente a palavra “protesto” à “revolução”. Basicamente, o completo oposto do que aconteceu aquele dia. Éramos 25 mil pessoas caminhando em locais e hora predefinidos pela PM. Não era nem o flash mob do Philipe Terceiro, porque os caras não conseguiam nem se unir por uma cantoria que fosse, cada um fazia algo diferente, tirando suas fotos e carregando seus próprios cartazes. (…)

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Música do Criolo representa em campanha contra genocídio dos jovens negros

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Além de se destacar como um dos melhores clipes do ano passado, entrando inclusive na nossa lista, “Duas de cinco” agora também passou a representar na campanha “Jovem negro vivo”, da Anistia Internacional (assine o manifesto!). A música foi cedida gratuitamente pelo Criolo, que também aparece em uma imagem de divulgação com seu fiel escudeiro DJ Dan Dan e plaquinhas amarelas condenando o genocídio dos jovens negros no Brasil. Pode parecer exagero da minha parte chamar de genocídio, mas, bom, não é. Não é nem um pouco. Dos 30 mil jovens brasileiros mortos em 2012, 77% eram negros. Se isso já não é assombroso o suficiente pra você, acrescente que apenas 8% dos casos foram julgados. O pior de tudo é que (…)

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