hip-hop-dead-we-are-the-zombies

A mídia do rap brasileiro ou (Por que você deveria ir trabalhar e arrumar espaço pro seu rap)

O Vai Ser Rimando completa 6 anos na próxima terça-feira. É bem louco isso porque ao mesmo tempo que lembro tudo que aconteceu na minha vida durante esse tempo, parece também que foi ontem que coloquei o site no ar. O próprio site mesmo passou por várias mudanças. Começou, em 2010, como um blog pra eu colocar umas rimas e publicações mais opinativas sobre a cena; tornou-se um portal de notícias do hip hop; e hoje, depois dos caminhos se confundirem, resolvi voltar ao começo: um espaço para falar desse movimento e dos mais variados temas conectados a ele. Como cês podem perceber, o Vai Ser Rimando sempre foi algo pessoal. Mesmo na fase que era um portal de notícias, ele foi (…)

Fala mais

Kamau e Carlus Avonts, Resistência

O verso do Kamau em “Resistência” é tudo que cê precisa pra entender o rap feito neste século

por

Eu enganei os leitores deste site e preciso me redimir; minha consciência tem pesado muito nos últimos dias. Antes de mais nada, gostaria de ressaltar que foi sem querer, não era minha intenção. Eu acabei me perdendo em meio a tantas linhas, explicações e motivos pra falar disso ou daquilo. Há quase dois anos, publiquei por aqui uma lista de 7 músicas que iriam te ajudar a entender a atual cena do rap brasileiro. Perdoem-me enrolá-los. Todas as músicas que citei são boas e, de fato, se adequam ao objetivo da criação da lista, mas, de verdade mesmo, cê só precisava conhecer bem uma delas: “Resistência”, do Kamau. A música foi lançada, originalmente, no CD “Non Ducor Duco”, de 2008, com (…)

Fala mais

Capa da Coletânea Racionais MC's 1994

Os 12 discos de rap que marcaram a minha vida

por

O Hip Hop não salvou a minha vida, como a de tantos outros por aí. Muito menos o rap. Pelo menos, não da maneira que eu poderia considerar um salvamento. Eu gosto de dizer que a cultura de rua me deu um belo motivo pelo qual viver, pelo qual acordar todo dia e por muito tempo respirei isso. Ainda respiro, como oxigênio, mas em doses normais. Sempre que vejo qualquer lista de discos de outros fãs de rap, vejo vários clássicos; alguns até que eu nunca tinha ouvido falar. A minha lista não é assim. Por algum motivo, os clássicos, aqueles que praticamente todos reconhecem como clássicos, não me marcaram tanto assim. Bom, vocês já sabem: eu não tava lá! (…)

Fala mais

Arte: Rodrigo Felipe

Como um sulista fã de rap deveria reagir à música “Sulicídio”

por

Mano, eu to puto. Já vou logo falando que isso me deixou nada feliz. Como que os caras têm coragem de investir um tempo da vida pra escrever um trampo; investir outro pra entrar num estúdio, na tranquila, gravar esse trampo; investir mais uma cota nas produções. Botar as cabeças juntas pra pensar num nome, escolher “Sulicídio”, na febre, e não mencionar nem um rapper da região Sul. NEM UNZINHO SEQUER. Tudo bem, tudo bem, pra quem é do Nordeste, tudo abaixo é sul, mas fala da gente, chapa. Não importa se é diss ou como queiram chamar, já tá batendo os 500 mil views, só se fala disso, custava mencionar um Rafuagi, um Manifesto, um Cabes que fosse. Vamu (…)

Fala mais

kool-herc-flyer-block-party

Eu não tava lá, mas e daí?

por

A parceria entre Marechal e Costa Gold, que trouxe o Luccas Carlos no dab, deu novas forças a uma grande questão do rap brasileiro: saber quem tava lá. A questão é antiga, mas por se tratar de um estilo musical que preza tanto por suas raízes, não é muito raro vê-la pipocar aqui e ali. Mano Brown, na “Negro drama”, já questionava onde esses que falam da sua grana tavam “na época dos barraco de pau lá na pedreira”; o Emicida e o Kamau têm uma faixa toda rimando sobre “De onde cê vem?”; duas, se cê considerar que a “Komwé” traz versos como “nunca vi no rolê, no metrô, no busão, na função, no perrê” ou “pra opinar nas ação (…)

Fala mais

criolo-cadeados

Ainda há tempo, Criolo?

por

Na última madrugada, Criolo disponibilizou de forma gratuita a releitura do CD “Ainda há tempo”, lançado originalmente há 10 anos. O rapper iniciou também há algum tempo uma turnê especial pra celebrar este ano especial. A homenagem ao seu primeiro disco é tão importante e necessária quanto é bonita e bem-feita. Conheci o trampo do Criolo já como Criolo, no single “Não existe amor em SP”. Eu já sabia quem ele era das batalhas da Rinha, no Youtube, e de uma foto ao seu lado, no “Encontro das Ruas”, em Joinville, em 2010. Embora ele sempre tenha feito participações e entrevistas marcantes, é impossível você conhecer um rapper sem escutar suas letras. “Nó na orelha” foi um marco até na minha vida: (…)

Fala mais

Marcello Gugu no TEDxBlumenau 2016

Obrigado, Marcello Gugu!

por

Quando eu comecei a compreender e pesquisar o rap de forma mais profunda, muito além do só ouvir uns sons, eu comecei a perceber um tipo de pensamento muito parecido do que eu acreditava ser o certo. Muito do que eu tinha aprendido, lido e escutado de grandes pensadores, eu captava nas letras. Era a união perfeita do teórico e o prático. Mas, as pessoas não viam isso, por algum motivo. Mesmo quem dizia querer revolução, que descrevia revolução como tantos outros rappers descreveriam, não conseguia compreendê-lo. Afinal, o rap sempre foi pra maioria violento, “música de bandido”. Sempre pensei que se enxergassem além desse preconceito idiota, favoritariam boa parte das linhas e espalhariam as ideias. Um dos meus principais objetivos na criação (…)

Fala mais

Marechal rimando

Primeiro de abril, o “mic drop” do Marechal

por

Todo ano é a mesma coisa. Marechal anuncia que vai lançar seu CD; o CD não vem. Ano passado não foi diferente, este ano também tá no mesmo caminho. O suposto anúncio pra “1º de abril” feito na página dele deu a entender que viria o trampo. Geral passou o dia todo esperando, comentando, ansiando por qualquer coisa. Até que surge uma prévia e, na madruga do dia seguinte, o link oficial pro som completo. Nascia então a música “Primeiro de abril”. E mesmo com data marcada, “estilão Quinto Andar” anunciado, prévia mostrada, mesmo com tudo isso, Marecha ainda conseguiu surpreender. E não surpreender naquelas de não esperávamos que ele poderia mandar algo tão bom; ele simplesmente foi além. A real é (…)

Fala mais

Seu Jorge e Mano Brown

O que realmente queremos dos rappers?

por

Quando o Racionais surgiu, no fim da década de 80, o rap, que ainda engatinhava, foi completamente transformado. Aqueles que viriam a ser “os quatro pretos mais perigosos do Brasil” instauraram naturalmente um estilo de se comportar e fazer música; quem não se enquadrasse nesse “estilo”, era praticamente desconsiderado pelo público como rapper. Hoje, esses mesmos “quatro pretos” são cobrados por esse mesmo público por terem mudado certos aspectos do seu comportamento; por terem mudado certas opiniões. Mano Brown costuma dizer que antes era necessário e que agora, pro Racionais e talvez até pro rap, não é mais. Muita coisa mudou, é bem verdade. Não consigo acreditar em alguém que consiga defender exatamente as mesmas coisas durante 30 anos, não com (…)

Fala mais

Rapper em sombra

O embranquecimento do rap nacional

por

O rap nacional, desde seu inicio no final dos anos 1980, esteve ligado ao momento político e econômico em que se apresentara, assim como qualquer movimento artístico. Dos anos 80 para cá, a economia e política sofreram diversas mudanças e isso refletiu diretamente nas construções líricas, instrumentais e filosóficas dos mc’s que, tendem a se reinventar de acordo com os cenários atuais pensando também como empresa. Diversas fases políticas marcaram o rap, mas neste artigo destaco quatro importantes acontecimentos que modificaram o cenário do hip hop e se transformaram em verdadeiros divisores de águas.

Fala mais

Emicida e Drik Barbosa

Por que o verso da Drik Barbosa, em “Mandume”, foi a melhor coisa que escutei em 2015

por

Pouca coisa tem me chamado atenção de verdade no rap nos últimos anos. Não sou um daqueles ignorantes que acha que a cultura tá morta, que não se fazem mais rappers como antigamente, e outros absurdos nessa linha. Prefiro acreditar que eu tenha escutado muita coisa em pouco tempo e tenha “enjoado” de certos quesitos ou simplesmente que tô ficando velho demais pra certos papinhos rimados. É bem verdade que me afastei bastante no ano passado; o site aqui ficou praticamente parado. No entanto, nada disso importa quando um verso de alta qualidade cutuca seu ouvido. A cadeira ainda faz o mesmo barulho ao bater no chão depois que você se levanta muito rápido berrando “UOU”. O verso da Drika (…)

Fala mais

1 2 3 427

Powered by themekiller.com anime4online.com animextoon.com apk4phone.com tengag.com moviekillers.com