Racionais

Tese de doutorado analisa o Racionais e “comprova” que o Hip Hop salvou vidas

Depoimentos dos integrantes do Hip Hop no Brasil já mostravam o que boa parte da sociedade nunca quis notar: a cultura de rua salvou vidas. Não apenas de pessoas que encontraram nos elementos uma profissão para escapar da criminalidade, mas também a própria motivação de viver e de se tornar algo mais, que outras áreas nunca pareceram se preocupar. Agora, um trabalho de doutorado também “comprova” tal afirmação. Escrita por Tiarajú Pablo D’Andrea, a tese “A formação dos sujei­tos periféricos: cultura e política na pe­riferia de São Paulo” analisou, entre outras coisas, o Racionais e o discurso do grupo. Citando “descanse o seu gatilho, meu rap é o trilho”, da música “Fórmula mágica da paz”, do CD “Sobrevivendo no inferno”, (…)

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criolo-cadeados

Ainda há tempo, Criolo?

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Na última madrugada, Criolo disponibilizou de forma gratuita a releitura do CD “Ainda há tempo”, lançado originalmente há 10 anos. O rapper iniciou também há algum tempo uma turnê especial pra celebrar este ano especial. A homenagem ao seu primeiro disco é tão importante e necessária quanto é bonita e bem-feita. Conheci o trampo do Criolo já como Criolo, no single “Não existe amor em SP”. Eu já sabia quem ele era das batalhas da Rinha, no Youtube, e de uma foto ao seu lado, no “Encontro das Ruas”, em Joinville, em 2010. Embora ele sempre tenha feito participações e entrevistas marcantes, é impossível você conhecer um rapper sem escutar suas letras. “Nó na orelha” foi um marco até na minha vida: (…)

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Marcello Gugu no TEDxBlumenau 2016

Obrigado, Marcello Gugu!

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Quando eu comecei a compreender e pesquisar o rap de forma mais profunda, muito além do só ouvir uns sons, eu comecei a perceber um tipo de pensamento muito parecido do que eu acreditava ser o certo. Muito do que eu tinha aprendido, lido e escutado de grandes pensadores, eu captava nas letras. Era a união perfeita do teórico e o prático. Mas, as pessoas não viam isso, por algum motivo. Mesmo quem dizia querer revolução, que descrevia revolução como tantos outros rappers descreveriam, não conseguia compreendê-lo. Afinal, o rap sempre foi pra maioria violento, “música de bandido”. Sempre pensei que se enxergassem além desse preconceito idiota, favoritariam boa parte das linhas e espalhariam as ideias. Um dos meus principais objetivos na criação (…)

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Marechal rimando

Primeiro de abril, o “mic drop” do Marechal

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Todo ano é a mesma coisa. Marechal anuncia que vai lançar seu CD; o CD não vem. Ano passado não foi diferente, este ano também tá no mesmo caminho. O suposto anúncio pra “1º de abril” feito na página dele deu a entender que viria o trampo. Geral passou o dia todo esperando, comentando, ansiando por qualquer coisa. Até que surge uma prévia e, na madruga do dia seguinte, o link oficial pro som completo. Nascia então a música “Primeiro de abril”. E mesmo com data marcada, “estilão Quinto Andar” anunciado, prévia mostrada, mesmo com tudo isso, Marecha ainda conseguiu surpreender. E não surpreender naquelas de não esperávamos que ele poderia mandar algo tão bom; ele simplesmente foi além. A real é (…)

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Seu Jorge e Mano Brown

O que realmente queremos dos rappers?

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Quando o Racionais surgiu, no fim da década de 80, o rap, que ainda engatinhava, foi completamente transformado. Aqueles que viriam a ser “os quatro pretos mais perigosos do Brasil” instauraram naturalmente um estilo de se comportar e fazer música; quem não se enquadrasse nesse “estilo”, era praticamente desconsiderado pelo público como rapper. Hoje, esses mesmos “quatro pretos” são cobrados por esse mesmo público por terem mudado certos aspectos do seu comportamento; por terem mudado certas opiniões. Mano Brown costuma dizer que antes era necessário e que agora, pro Racionais e talvez até pro rap, não é mais. Muita coisa mudou, é bem verdade. Não consigo acreditar em alguém que consiga defender exatamente as mesmas coisas durante 30 anos, não com (…)

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Rapper em sombra

O embranquecimento do rap nacional

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O rap nacional, desde seu inicio no final dos anos 1980, esteve ligado ao momento político e econômico em que se apresentara, assim como qualquer movimento artístico. Dos anos 80 para cá, a economia e política sofreram diversas mudanças e isso refletiu diretamente nas construções líricas, instrumentais e filosóficas dos mc’s que, tendem a se reinventar de acordo com os cenários atuais pensando também como empresa. Diversas fases políticas marcaram o rap, mas neste artigo destaco quatro importantes acontecimentos que modificaram o cenário do hip hop e se transformaram em verdadeiros divisores de águas.

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Emicida e Drik Barbosa

Por que o verso da Drik Barbosa, em “Mandume”, foi a melhor coisa que escutei em 2015

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Pouca coisa tem me chamado atenção de verdade no rap nos últimos anos. Não sou um daqueles ignorantes que acha que a cultura tá morta, que não se fazem mais rappers como antigamente, e outros absurdos nessa linha. Prefiro acreditar que eu tenha escutado muita coisa em pouco tempo e tenha “enjoado” de certos quesitos ou simplesmente que tô ficando velho demais pra certos papinhos rimados. É bem verdade que me afastei bastante no ano passado; o site aqui ficou praticamente parado. No entanto, nada disso importa quando um verso de alta qualidade cutuca seu ouvido. A cadeira ainda faz o mesmo barulho ao bater no chão depois que você se levanta muito rápido berrando “UOU”. O verso da Drika (…)

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Só tem dois tipos de rap, dois, digo: o bom e o ruim

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Acho que chegou a hora de colocarmos um ponto final numa das maiores discussões do RAP brasileiro. E não sou nem eu quem está sugerindo isso, é o próprio RAP através de entrevistas com mais de 40 de seus integrantes, no documentário “O rap pelo rap”. Quando mais de uma dúzia dessas pessoas responde a pergunta “O que é o rap pra você?” de inúmeras formas diferentes, não precisa ser um gênio pra pegar a dica: não há uma definição para o RAP, não existe uma cartilha. Deu de perpetuar aquela ideia de que isso ou aquilo não é RAP; não existe uma regra geral e não existe juiz algum também. Ou aquelas de que esse rapper faz esse tipo (…)

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gameover

Veagadoiz convoca time de peso para o cypher “Game Over”

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Na noite dessa quinta-feira (23), o mc da zona norte de São Paulo Veagadoiz, divulgou o vídeo do Chypher “Game Over” que reuniu Muzzike (Phill), Maltrapilho, Coruja Bc1, Dr. Caligari, Théo e Godo. No som em tom de desabafo e repleto de críticas contra essa onda de raps vazios, mais preocupados com festa, flow e visualizações, os mc’s mostram que ainda seguem vivos mantendo a raiz e levando a frente suas mensagens fortes. A faixa, que teve produção do DJ Caíque, integrará o próximo trabalho do Veagadoiz, ainda sem nome nem data de lançamento, mas com previsão para 2015. A direção do vídeo fica por conta do Samukera (Studio LB).

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gleison

Novato lança o vídeo clipe do single “Não Há Barreiras”

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Na tarde dessa quinta-feira (02) o Novato lançou o vídeo-clipe do som “Não Há Barreiras”. A música, lançada no final do ano passado, marca a estreia oficial de Novato na cena do RAP, com produção e direção musical de Devasto Prod, gravação no estúdio da NTP Filmes , mixagem e masterização de Filiph Neo. A direção do vídeo clipe fica por conta de Jay P. Galardinovic com o projeto Possibilite que envolve música e arte simultaneamente com trabalho de diversos profissionais. Gravado no Casa 1 Produtora o vídeo clipe traz ideias e efeitos visuais inovadores deixando assim uma identidade e um trabalho incrível.

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W-Magic Bicho do Mato

W-Magic lança “Bicho do Mato” com participação de Valete

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W-Magic, rapper português da nova vaga, proveniente de Lisboa, sempre teve uma paixão muito especial pela escrita. Inicia o seu percurso pelo rap aos 16 anos, fruto das influências de Boss AC, Mind da Gap, Sam The Kid, Valete, Reflect, Eminem, entre outros. Em 2015, W-Magic, dá cartas com o seu primeiro álbum de originais “Bicho do Mato” que conta com participações como Valete, Diogo Piçarra, Hugo Baptista (The Guest), Reflect, entre outros. Para além de todas as participações de ouro, a MC conta, ainda, no seu álbum, com a originalidade de 3 poemas da sua autoria e declamados pela própria. “Bicho do Mato” é o título da faixa que dá nome ao álbum, cujo vídeo foi lançado no passado mês de Abril (…)

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